Projetos autorais são o termômetro mais fiel da visão estética de um diretor de arte. Bejú nasceu de uma provocação pessoal: subverter os códigos visuais engessados da categoria de skincare. O mercado de beleza opera em uma zona de conforto clínica, pautada por tons pastéis, atmosferas assépticas e promessas irreais de combate ao envelhecimento. Construí a marca a partir da premissa oposta, tratando o cuidado com a pele como um ato de atitude, aceitação e vitalidade.
Para materializar esse posicionamento, desenvolvi uma identidade visual fundamentada no contraste e na saturação. Combinei color blocking intenso com tipografia pesada e grafismos proprietários expansivos, criando um ritmo enérgico que sustenta a narrativa visual tanto no impacto de um outdoor quanto na rolagem de um feed. Na fotografia, afastei a marca do aspecto laboratorial ao cruzar retratos de iluminação dura e peles texturizadas com recortes macro de fluidos e cremes. O resultado é um design system robusto que desafia o padrão estético do segmento e prova que a linguagem de beleza contemporânea exige mais personalidade e menos padronização.

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