Transferência PUC Minas
Construí a identidade sobre um elemento gráfico em curva que sugere o próprio gesto de transferência, um deslocamento em direção ao futuro profissional. Trabalhei uma paleta de cores deliberadamente menos sóbria, para trazer um tom mais jovem e contemporâneo. A fotografia colocou em primeiro plano personagens de postura madura e proativa, pessoas que já se preparam para o mercado e, ao mesmo tempo, são observadas por ele.
A campanha de Transferência e segunda graduação falava com um público que já cursa uma faculdade e considera migrar para uma instituição mais forte. O conceito partiu de uma virada de chave, "escolha a universidade que o mercado já escolheu", e minha direção de arte precisava traduzir esse movimento de ascensão sem recorrer ao vocabulário visual das campanhas anteriores da PUC.
O sistema foi desenhado para circular em OOH e digital. Nas peças digitais, planejei variações de layout entre os criativos, considerando que o algoritmo da Meta favorece conjuntos de anúncios visualmente distintos entre si para performar melhor na entrega. Cada variação manteve a unidade do sistema sem repetir a mesma composição, equilibrando consistência de marca e eficiência de mídia.
Casa Cor na PUC Minas
A 30ª Casa Cor aconteceu no campus Lourdes da PUC Minas, e a comunicação precisava posicionar a universidade como anfitriã de um evento associado a design, inovação e tendência, sem perder a gravidade institucional que a marca carrega.
A direção de arte trabalhou com fundos escuros e gradientes de luz em movimento, criando uma atmosfera contemporânea e sofisticada que aproximou a PUC do universo de arquitetura e design do evento. O preto como base e a cor entrando como luz, e não como bloco, deram à peça um ar de mostra cultural, distante do tom institucional convencional da universidade.
Vestibular Medicina
A campanha Medicina precisava comunicar excelência sem cair na pasteurização visual que domina a comunicação da área de saúde. Trabalhei o grafismo orgânico a partir de formas que remetem a células, trazendo uma referência coerente com o universo médico, e usei as cores para criar impacto e deixar a campanha viva fugindo da assepsia óbvia do segmento.
A decisão mais disruptiva foi a fotografia. Em vez de seguir o padrão da concorrência, escolhi um médico de fato formado pela PUC como protagonista, fotografado em um ambiente tecnológico que reforçava a infraestrutura da universidade.
Esse fundo foi inteiramente construído em inteligência artificial junto ao fotógrafo, em um momento em que a tecnologia ainda era recente para chegar a resultados com qualidade de impressão em grandes formatos de OOH, como outdoor.
O sistema foi pensado para escalar de stories a busdoor, mantendo legibilidade e força de marca do digital ao mobiliário urbano.
Pós PUC Minas
O conceito girava em torno de crescer na carreira, e foi daí que vieram duas decisões. O grafismo partiu de uma seta ascendente trabalhada de forma menos óbvia, sugerindo movimento sem literalidade.
A fotografia foi pensada com um ponto de vista de baixo para cima, em ambiente corporativo, traduzindo a ideia de quem já subiu um degrau na carreira mas ainda enxerga andares acima, o lugar que a pós da PUC ajuda a alcançar. Também era importante que o acting fosse inspiracional e mostrasse essa ambição de crescer profissionalmente.
A campanha de pós-graduação falava com um público que já está no mercado e busca formação para crescer na carreira.
O briefing pedia uma comunicação clara e colorida, e o desafio real era acomodar o grande volume de informação que as peças da PUC sempre carregam sem perder leveza. Resolvi isso com mesclas de cor que calçam a informação e dão respiro à composição, criando hierarquia sem endurecer a leitura.